02 fevereiro 2006

Entidade Reguladora para a Comunicação Social - II

Diz o Gabriel Silva, a propósito deste meu post:

Caro Rodrigo,

Não vejo a coisa como «fait divers». Uma entidade que deveria ser independente e ter total autonomia para escolher o seu 5.º elemento, e que em violação da lei, por prescrição central não o faz, deixa de ser e nasce sem ser independente. O que entendo como grave, dadas as funções para que foi estabelecida.

Como referi, tenho também boa impressão da pessoa em causa, que foi além disso um, dos poucos, bons professores que tive. Não é isso que está em causa. Mas a aceitar presidir, nestas circunstâncias, a tal orgão, não só prejudicará a função do mesmo, como, será «conivente» com uma forma de actuar que julgo, etica e politicamente reprovável.

Gabriel, A independência radica nas pessoas, e não na forma como são nomeados. Sendo indigitados pelo Parlamento, obviamente teria de haver um «cozinhado». Ou parece que não conheces o tipo de deputados que temos? Vão para o WC e enquanto infestam aquilo para deixar o VPV cheio de náuseas combinam tudo. No fim, e antes de as lavarem, dão um aperto de mão. Depois, com o sabão, esfregam-nas bem. É o que se chama um acordo limpinho! Mas isso não retira que Azeredo Lopes seja uma belíssima solução. Do que conheço dele - e nisso devias ficar satisfeito - a sua independência só fica abalada quando se fala do Boavista, aquele clube de jogadores tecnicistas! Um abraço, Rodrigo Adão da Fonseca

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