22 maio 2006

Cogito, "ego" sum (parte II)

Este sábado, enquanto a minha mulher desperdiçava recursos nas várias lojas do Grupo Inditex, sentei-me na Bertrand e li metade do livro de Manuel Maria Carrilho. É de chorar a rir. Manuel Maria apresenta-se como académico, homem de grandes ideias, apoiado pela intelectualidade parisiense, incorruptível, acima das querelas partidárias e dos pequenos interesses. Tendo sido dilacerado pelas agências de comunicação e quejandos, a soldo dos patos bravos da construção civil da Alta de Lisboa e do Lumiar, cujos pontas-de-lança terão sido Manuel Salgado e Cunha Vaz; é que Manuel Maria terá anunciado, segundo o próprio, "demasiado cedo" a sua intenção de reabilitar a zona histórica (o "ovo de Colombo" de qualquer programa eleitoral camarário, mas enfim). Para já não falar na divertida passagem sobre a sua ida aos velhinhos de Benfica... Não sei no livro onde acaba a verdade e começa a ficção. Agora, Manuel Maria Carrilho tem, de facto, aquilo que falta à maioria dos portugueses: um elevado sentido de, digamos, "auto-estima". Rodrigo Adão da Fonseca P.S.: Imperdível, hoje, o programa "Prós e Contras". Em debate, Manuel Maria "Guerreiro" Carrilho, Emídio Rangel, Pacheco Pereira e Ricardo Costa. Eu que nem gosto muito de televisão, vou "colar" no ecrã!

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