07 setembro 2006

Auto-etiquetagem (Blue Lounge em versão intimista)

A Miss Carpinteiro, do Feel That, etiquetou-me, e pese embora eu não seja um grande adepto deste tipo de reptos blogosféricos, por cavalheirismo e tendo em atenção que este blogue faz parte dos meus preferidos, não pude deixar de aceitar o desafio. Reforça a minha participação nesta cadeia o facto dela ter passado no Postais de Bruxelas, onde a nossa itinerante Sinapse mostra uma das suas facetas mais simpáticas: a da escrita.
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Assim, e excepcionalmente, passo a tentar descrever-me (as regras dizem que são seis características; talvez vá um pouco além, porque vou responder com abertura e sinceridade):

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Tenho uma personalidade ambivalente. Com um lado racional, ético, realista, e um outro passional, deslumbrado pelas mudanças, pelas ambiguidades, pelo mistério, pela estética. Sou um ser urbano, que encontra o equilíbrio no quotidiano e na agitação citadina.

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Encaro a vida como uma longa caminhada; valorizo e invisto fortemente na minha profissão, exercida com persistência, empenho e entusiasmo; vivo-a, contudo, de uma forma resguardada, e evito que ela domine a minha existência. Descobri, no meu dia-a-dia, a paz interior necessária para cultivar outros focos de realização: a familia, os poucos amigos, o amor à arte, à leitura; prezo muito o meu espaço interior. Num mundo conturbado, tento viver em harmonia. E, muitas vezes, e por largos períodos, consigo-o.

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Ao contrário da Sinapse, peço sempre coca-cola com muito gelo e limão. Reminiscências de uma infância vivida no país vizinho. E bebo litros dela. Aderi às versões light e limão. Considero-as duas das inovações do novo milénio.

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Subscrevo na íntegra as características descritas pela Miss Carpinteiro, à excepção dos cocktails de fruta.

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Creio em Deus.

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Adoro comédias; de todo o género; E pessoas com sentido de humor; o paraíso, como me dizia o meu pai num dia especial, deve ser algo parecido com um jantar divertido, com gente genuinamente alegre e animada. Em família, com amigos, em instantes fortuitos, partidas pregadas pelo destino, senti de passagem o que poderá ser a felicidade. Momentos que guardo na minha memória e no meu coração.

Rodrigo Adão da Fonseca

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