18 outubro 2006

O Rivoli também é meu e dos restantes portuenses

É fantástico que um grupo de cidadãos, com motivações políticas, ocupe um edifício público, impedindo o normal funcionamento das instituições, e ninguém faça nada. Tenhamos que os aturar a toda a hora nos jornais e na televisão. E nem sequer possamos frequentar as instalações. Dá-me vontade de perguntar; os senhores que estão fechados, armados em mártires, no Teatro Rivoli:

  • Pertencem a alguma organização política ou partidária? É que na TV, a comandar as operações, aparece aquele rapaz que se candidatou ao parlamento pelo Bloco de Esquerda e não conseguiu ser eleito. Fico com a sensação que estamos perante uma iniciativa partidária travestida de "protesto popular" espontâneo. A bem da transparência, seria importante percebermos de que tipo de manifestação estamos a falar.
  • Recebem subsídios para o exercício da sua actividade? Quanto recebem?
  • Quantas pessoas assistiram / pagaram bilhete para assistir aos teatrinhos?
  • Porque razão temos de os aturar? Porque é que não se imolam rápido? Prometo que se lhes arranja uma estátua ao pé do D. João I e do cavalo.
  • Porque é que um grupo sem expressão parlamentar na região tem tanto tempo de antena nos media e goza de impunidade perante a lei?

Eu gosto de ir à cafetaria do Rivoli - cujos consumos pago com dinheiro do meu bolso - e aqueles cromos estão a barricar-me a entrada. Infelizmente, não tenho hipótese de andar a brincar às manif's - alguém em Portugal tem de trabalhar para criar riqueza, pagar impostos, para que estes senhores depois os possam desperdiçar e arrogarem-se de terem mais direitos do que eu - mas a minha vontade era forçar a entrada para poder aceder a um espaço que também é meu. A "rua" é de todos, não é só de alguns. Assim como os dinheiros públicos, que têm de servir distintas finalidades. Rodrigo Adão da Fonseca

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