17 outubro 2006

Se queres roubar e não ser preso, inscreve-te num partido da esquerda latino-americana

A corrupção no Brasil é conhecida. Sucessivos governos são arrastados para a lama por aparelhos partidários que vivem nos meandros de uma economia paralela e ilegal. Lula e o seu impoluto "PT" não fugiram à regra; aliás, parece até que foram ainda com muito mais "sede ao pote" do que os seus antecessores. O que é risível é que, no caso do actual Presidente do Brasil, se tenha criado uma "corrente" para desculpabilizar um político que fala "em nome do povo" enquanto os que o rodeiam o roubam; vê-se aqui o que é a força de um mito, que impede que os brasileiros concluam o óbvio: Lula, ou é corrupto, o que não se provou, ou é incompetente, o que já salta à vista, pois permitiu que à sua volta se acomodasse a maior das "cleptocracias". Curiosa a reacção, no Brasil e em Portugal, dos que endeusaram os oportunistas do PT, ao ponto de fazerem de um ignorante como Lula, que nem falar sabe, um mito vivo, um intelectual e governante de umas da maiores economias do mundo. Lula teve os seus "méritos": um deles foi reconhecer as suas limitações, entregando a governação a economistas avençados; mas errou brutalmente, ao permitir que em seu redor os políticos do PT, alheados da governação, se dedicassem a gerir um verdadeiro saque. Vale a pena ler esta peça aqui, que em muitos aspectos explica o que é a áurea de superioridade moral de que se arrogam os socialistas face aos restantes "mortais" (que não bebem do copo da esquerda). Moral da história: Se queres roubar e não ser preso; se queres ser recebido com honras de Estado; candidatar-te a eleições; a receita é simples: inscreve-te num partido da esquerda latino-americana. Na Venezuela, em Cuba, na Bolívia e no Brasil, rouba-se em proveito próprio, mas sempre em nome e para o "bem" do povo. E ainda com direito à "santificação" popular. Rodrigo Adão da Fonseca (via A Origem das Espécies)

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