A Europa é umbigocêntrica, ignorando a pobreza, a miséria, a guerra. Continuamos fechados sobre nós próprios, apenas aceitando emigrações por «quotas», erigindo barreiras alfandegárias que asfixiam as economias mais frágeis, impedindo-as de germinar. Preferimos, confortavelmente, cultivar a «solidariedade», enviar «ajuda humanitária», como forma de acalmar as nossas consicências, ignorando que parte desta pobreza é o que alimenta o nosso bem-estar.
Hoje, o Blue Lounge recomenda «Africanidades», um blogue de Jorge Neto, na primeira pessoa. De visita obrigatória.
Rodrigo Adão da Fonseca
No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours. Isaiah Berlin
31 Março 2006
Blue Lounge recomenda: Africanidades
A Europa é umbigocêntrica, ignorando a pobreza, a miséria, a guerra. Continuamos fechados sobre nós próprios, apenas aceitando emigrações por «quotas», erigindo barreiras alfandegárias que asfixiam as economias mais frágeis, impedindo-as de germinar. Preferimos, confortavelmente, cultivar a «solidariedade», enviar «ajuda humanitária», como forma de acalmar as nossas consicências, ignorando que parte desta pobreza é o que alimenta o nosso bem-estar.
Hoje, o Blue Lounge recomenda «Africanidades», um blogue de Jorge Neto, na primeira pessoa. De visita obrigatória.
Rodrigo Adão da Fonseca
30 Março 2006
29 Março 2006
CPE, offshore outsourcing e arbitragem laboral
28 Março 2006
Critica e anonimato, Pluralismo e Responsabilidade
Quem fala assim não é Mariano!*
27 Março 2006
Sobre as Leis da Imigração
26 Março 2006
Blogues, motivação e inspiração
O fim da blogosfera Agora que O Acidental já quase tem dois anos e está a ficar velhinho, começo a sentir que isto já deu o que tinha a dar. E quando digo isto, digo esta blogosfera, tal como é, cheia de opiniões sobre as opiniões alheias. Parece-me que está para nascer um upgrade qualquer, talvez chegue com o filho do Rodrigo, quem sabe. (Paulo Pinto Mascarenhas, n'O Acidental)Não percebi bem o alcance deste post do PPM, nem sequer se tem subjacente alguma mensagem subliminar. Noto que o fim dos combates eleitorais e o longo jejum que se avizinha adormeceu certos blogues, considerados de referência. Agora, também constato que nos últimos meses alguns mantiveram e até expandiram a sua base; e estou certo que outros certamente surgirão no futuro. A blogosfera «política» criou os seus lugares: as únicas coisas que a desmonoram são a (des)motivação para a escrita e a ausência de ideias. A blogosfera não é formatável; não goza de períodos de validade pre-definidos; não se enquadra apenas num contexto temporal específico. Será o que for. E o que as pessoas que a frequentam e a dinamizam quiserem que ela seja. É, por isso, bastante volátil e sujeita a «humores». Por tudo isto, acho que não adianta fazer «prognósticos». Da minha parte, continuo com a mesma vontade de sempre, motivado para a escrita e a (procurar) alargar a base dos leitores do Blue Lounge, d'O Insurgente e da Causa Liberal. Estes blogues só agora começaram, ocuparam o seu espaço: e têm ainda muito para dar, no presente e no futuro. Rodrigo Adão da Fonseca Ler ainda: «As muitas mortes da blogosfera nacional e o futuro», por AAA, n´O Insurgente
25 Março 2006
24 Março 2006
Zona Franca: o blogue do Freddy e do Pingú
Blue Lounge recomenda: Correio dos leitores: Primeiro emprego
«Tenho seguido as notícias relativamente ao que se passa em França devido ao contrato de primeiro emprego, e não me deixo de preocupar com o futuro da Europa. Os jovens europeus deviam compreender e entender o futuro melhor do que os nossos pais mas em vez disso preferem o imobilismo e não querem enfrentar o futuro. Infelizmente preferem fazer como a avestruz. O "contrato de primeiro emprego" [francês] é mau; o ideal seria termos muito mais segurança no emprego. Contudo, neste mundo globalizado tal já não é possivel. Amanhã só as empresas com bons profissionais sobreviverão e as empresas europeias vão ter de competir com as empresas chinesas e indianas. O conhecimento será a arma estratégica do futuro. As empresas actualmente não contratam ninguém porque a legislação laboral é rígida e depois o que acontece é que as empresas abusam dos recibos verdes e dos contratos temporários. A nossa lei pode não ser flexível mas os jovens trabalhadores já sabem o que os espera no mercado de trabalho, a precariedade. Por isso, os estados europeus só podem fazer uma coisa, formar os europeus e dar-lhes a possibilidade e a esperança de conseguirem fazer a transição da melhor maneira possível. O que me preocupa é não termos universidades ou politécnicos no topo dos melhores do mundo. No último estudo da OCDE as melhores universidades que constam no top 20 são esmagadoramente americanas. Nenhuma francesa ou alemã. Duas inglesas e uma japonesa. Os jovens franceses, como os jovens portugueses, deveriam ir para a rua mas para exigir melhor ensino. Enquanto os jovens franceses protestam contra o CPE, os espanhóis contra a proibição de beberem na rua, e nós contra as propinas, os chineses, os indianos e os dos países de leste estudam para preparem o futuro. Eles estudam e preparam-se, e nós?» Élio Oliveira [Publicado por vital moreira]Rodrigo Adão da Fonseca
22 Março 2006
Blue Lounge na Imprensa
21 Março 2006
Destruição Criativa, Inovação e Mudança em Joseph Schumpeter
Austríacos Modernos que se recomenda neste contexto: Murray Rothbard (com a devida vénia ao Carlos Novais); e Israel Kirzner (o meu preferido).Rodrigo Adão da Fonseca
Blue Lounge Recomenda
20 Março 2006
Blue Lounge Recomenda: «Mina de Ouro»
A crónica do António Amaral, hoje, na revista Dia D, que acompanha o Jornal Público.
Rodrigo Adão da Fonseca
Líderes, precisam-se
Fernando Gil
17 Março 2006
Por problemas técnicos imputáveis ao Blogger ...
... o Blue Lounge não tem estado disponível nos últimos dias. Aparentemente, as dificuldades foram ultrapassadas. Ainda assim, peço desculpa pelo ocorrido.
Rodrigo Adão da Fonseca
O Blogger rebentou com o Blue Lounge
16 Março 2006
O universo da comunicação no espólio da Colecção Joe Berardo
Blue Lounge recomenda: Mantra anti-liberal
Oferta de serviços de assistência em sede de OPA
Fim do Aforismos & Afins
15 Março 2006
Peter Bauer e as variáveis do crescimento económico das economias subdesenvolvidas
[Por razões que não vêm ao caso, no último mês tenho andado a estudar com pormenor os pensadores das diversas correntes do desenvovimento económico; daí que tenha decidido trazer aqui ao Blue Lounge, hoje, Peter Bauer, o mais impressionante autor liberal desta classe, seguindo a homenagem que justamente lhe foi feita no último número do The Cato Journal].
Durante a segunda metade do século XX a generalidade das correntes económicas influenciadas, quer pelo marxismo, quer pelo pensamento keynesiano, postularam que uma das condições do sucesso do desenvolvimento económico dos países rotulados como sendo do «Terceiro Mundo» passaria pelo «planeamento económico centralizado». Inspiradas nas teses historicistas, catalogaram as economias (de «Primeiro Mundo», em «Vias de Desenvolvimento», e de «Terceiro Mundo»), impondo role models ideais a seguir pelos mais pobres. Ao longo de décadas no plano económico e político assumiram-se receitas fechadas prescritas às regiões mais pobres, cujas populações permaneceram limitadas nas suas aspirações, asfixiadas por soluções tantas vezes afastadas da sua cultura, das suas aptidões, das suas motivações e das suas instituições fundamentais. Peter Bauer foi uma das vozes dissonantes - talvez a mais sólida - contra esse mainstream. Desde os anos cinquenta, e ao longo de todo o século XX, Bauer publicou uma extensa obra onde desconstruiu as teses do dirigismo estatal como fórmula de crescimento argumentando contra os seus lugares comuns (que só por via do planeamento central e do investimento estatal em larga escala se quebram os ciclos de pobreza, e que o indivíduo que nasce pobre num ambiente adverso está condenado a permanecer nessa condição). Com enorme persistência, Bauer demonstrou que os maiores inimigos do desenvolvimento económico dos países mais pobres – e dos seus cidadãos – são os que resultam da conjugação explosiva deste conjunto de factores: ajuda internacional, restrições à emigração, políticas de controlo da natalidade, barreiras alfandegárias, excessivo estatismo e burocracia. Bauer argumentou, de forma sustentada, que o Dirigismo, o Estatismo e as «Engenharias Sociais» não são a solução para, mas a causa do, subdesenvolvimento, e que a chave para o sucesso é uma: Entrepreneurship (ou Empreendorismo). Fervoroso defensor da liberdade individual e do governo limitado, Bauer seguiu sempre uma receita simples: o desenvolvimento económico será tanto maior quanto mais amplo e variado for o leque de escolhas – ou a gama de alternativas efectivas – à disposição dos indivíduos. Como bem refere James A. Dorn (ver aqui), muitas das teses de Bauer começam a ser, no início do século XXI, geralmente aceites, o que representa uma vitória da persistência e da coerência de pensamento, e um incentivo para quem equaciona ideias impopulares, mas correctas. Leituras recomendadas (todas elas constantes do Volume 25 Number 3, Fall 2005, do The Cato Journal, «Remembering Peter Bauer»): Milton Friedman e Thomas Sowell: «Reflections on Peter Bauer’s Contributions to Development Economics» Amartya Sen: «How Does Development Happen?» James M. Buchanan: «The Market, Yes; Demos, No» Israel Kirzner: «Human Attitudes and Economic Growth» Anthony Daniels: «Peter Bauer and the Third World» Rodrigo Adão da Fonseca
[Publicado também n'O Insurgente]
Blue Lounge Recomenda: Processo democrático versus mercado
13 Março 2006
Blue Painting: Antoni Tàpies
"Esfera i cadena" Bronze e assemblage - 27,5x19x20cm - 1999

"Senyors" (Senhores) Pintura, verniz e assemblage sobre cartão - 182 x 105.3cm - 1997
Rodrigo Adão da Fonseca
Fim d'O Espectro
Back in business
03 Março 2006
Quem são afinal os culpados? Talvez ambos...
O Estado social não é apenas de esquerda, mas também de direita, não é apenas social-democrata e socialista, mas também liberal e conservador.Historicamente, de facto, o Estado Social é uma construção colectiva para o qual contribuíram por essa Europa fora governos socialistas, sociais-democratas e liberais-conservadores (como muito bem se explica aqui). Nesse sentido, pode dizer-se que o Estado Social, na sua concepção fundamental, não é exclusivamente património da Direita ou da Esquerda. Importa contudo notar que a forma como o socialismo, a social-democracia e as correntes liberais de base conservadora encaram o Estado Social é, nos seus termos, bastante diferente (vejam-se, v.g., as diferenças entre os Modelos Escandinavos e as políticas desenvolvidas por Thatcher), pelo que neste plano me parece algo redutor apresentar e discutir os fundamentos do Estado Social como se este fosse uma síntese conceptual única. Por razões históricas, pode fazer sentido que o Estado Social preste tributo aos liberais-conservadores que ajudaram a construí-lo - discordando por isso de Vital Moreira que reclama em exclusivo para Esquerda a sua paternidade e (esperemos) a sua herança - e até considero legítimo que haja, sem contradições dogmáticas, entre a direita liberal-conservadora e os adeptos das correntes liberais-sociais quem, como João Cardoso Rosas, aspire «a reformar o Estado social». Também me parece claro que neste plano, e apesar das diferentes abordagens, não existem distinções essenciais entre os partidos de Direita e de Esquerda, que alinham todos eles pela matriz social (aspecto, aliás, que tenho repetido até à sacidade). O que me parece também evidente é que existe, hoje, espaço e abertura nas nossas sociedades para a defesa de algo estruturalmente distinto, que não se dissolve nos compromissos entre a esquerda e a democracia-cristã, sobretudo na fase de discussão prévia à definição das políticas públicas. Este é um espaço liberal, talvez neo-liberal (pela ausência na Europa de experiências históricas recentes, em larga escala), que recusa o socialismo e o estatismo mas que não se acantona no minifúndio da direita (em cujos domínios não se sente confortável, pelas suas contradições intrínsecas). Renega à dicotomia esquerda-direita, que entende ultrapassada, considerando interessantes, mas apenas com um valor histórico, exercícios como este e este, onde se reclamam «heranças» para micro-espaços políticos e partidários. Porque está sobretudo preocupado com o futuro (e não tanto concentrado em fazer «justiça» em relação ao passado), não se conformando com soluções que, embora rotuladas de moderadas, se traduzem em limitações excessivas da liberdade individual e em verdadeiras hipotecas do futuro dos mais jovens, os tais que, por terem ainda esperança de vida, não acreditam que, «no longo prazo, estaremos todos mortos». O espaço liberal é amplo. E está, cada vez mais, afastado das suas versões mais conservadoras e de inspiração social. Rodrigo Adão da Fonseca [Inicialmente publicado n'O Insurgente]
02 Março 2006
Liberalismo V Estatismo / Generosidade V Solidariedade
Homenagem a Vergílio Ferreira, e memórias que perduram
Ângelo de Sousa no Abrupto
01 Março 2006
Parabéns!
Hoje o Blasfémias faz dois anos!
Está de parabéns a grande comunidade blasfema, em particular os seus dinamizadores!
Parabéns a todos.
Rodrigo Adão da Fonseca


Joe Goode 





Rodrigo Adão da Fonseca
