15 fevereiro 2007

Ai, Loose Change, Loose Change

Podem achar que é embirração, mas não é. Até simpatizo com o homem: só que o Daniel Oliveira insiste em assumir-se como o Manuel Pinho da blogosfera. Senão vejam: Há supostos 'salazaristas' (categoria onde se incluem todos os que não partilham da opinião que o DO tem sobre Salazar, mesmo que o falecido não lhes inspire nenhuma simpatia especial) que gostaram de um programa que o DO considera propaganda, e que este critica de incoerentes porque serão os mesmos (começo a achar que esta gente fez um estágio do KGB, sabem tudo sobre toda a gente) que em tempos criticaram a exibição do documentário 'Loose Change'. Até aqui, tudo bem. Só que, pensando um pouco, o argumento do DO não valerá também em sentido inverso? Parece-me que deverão merecer a mesma classificação os que menorizaram a exibição de 'Loose Change', e agora se indignam com a suposta propaganda salazarista. Como, ups, o DO? Julgo que a estes também se deverão aplicar as sábias palavras do DO:
O problema não está então na indignação, mas naquilo que nos indigna. Diz tudo sobre sua coerência, mas ainda mais sobre as mentiras que não os incomodam.
Nota adicional: Desde já faço notar que não me indignou, nem a exibição do 'Loose Change', nem do documentário sobre Salazar; até porque o 'Loose Change' não vi; e dos 'Grandes Portugueses' assisti apenas a alguns minutos, insuficientes para formar uma opinião. Agora, acho que as pessoas devem saber distanciar-se do que é reproduzido nos media utilizando algum espírito crítico. Se o produto começar a ser sistematicamente mau, há sempre uma alternativa: não consumir. Em qualquer caso, parece-me que existe uma diferença entre um documentário, género em que se enquadrou o 'Loose Change', que supostamente deve ser neutro; e o programa 'Grandes Portugueses', onde as pessoas vão percebendo que há um fenómeno do tipo 'campanha eleitoral' para a votação do concurso (digamos que JNP terá sido o pivot de uma espécie de 'tempo de antena'); será aliás normal que o mesmo vá ocorrer com Álvaro Cunhal e restantes candidatos que, pela distância ou pelo seu perfil, são mais consensuais. Rodrigo Adão da Fonseca

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