No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours. Isaiah Berlin
18 Fevereiro 2007
Condenados à pobreza?
É consensual que o país precisa de reformas. O problema surge quando descemos ao concreto. Na Dia D (28.01.2007) escrevia que vivemos 'na exigência de ajuda exterior nascida dum esforço colectivo no qual ninguém quer participar'. O que se passou hoje em Valença, e que se replica sempre que o governo toma uma medida em que se promove a mais insignificante mudança, faz-me pensar se algum dia conseguiremos cultivar um verdadeiro espírito reformista. Para poder aumentar a qualidade na prestação de cuidados de saúde sem fazer crescer a despesa é necessário eliminar os focos de desperdício: e uma urgência que atende, em média, quatro doentes por noite (muitos destes, casos não urgentes), não é sustentável, sobretudo num quadro em que a circulação rodoviária se faz com grande qualidade (o que não acontecia há meia dúzia de anos). Infelizmente, acho que estamos condenados à pobreza, e que ainda vamos recordar Manuel Pinho como um visionário que na China soube antecipar aquilo que nos estava reservado...
Rodrigo Adão da Fonseca
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