13 junho 2007

Quem tem o ónus do quê (II)

Caro Eduardo, Longe de mim querer justificar as trapalhadas dos senhores que fazem parte da actual direcção do PSD que, já todos percebemos, são membros honorários do clube dos inimputáveis da política portuguesa; não são para levar a sério, é aturá-los, suspirar, respirar fundo para poder suspirar de novo. Agora, o seu a seu dono: é ao governo que devem ser assacadas responsabilidades pelas trapalhadas do novo aeroporto, em especial a Mário Lino; este ministro, dotado de um peculiar sentido de humor, durante o seu consulado massacrou-nos com uma decisão já tomada, sem nunca ter sido capaz de esclarecer as razões mais básicas da sua opção pela OTA. Em vez de elementos válidos e simples, o governo arremessou-nos 'estudos' e mais 'estudos', esfregou-nos em Novembro de 2005 uma mega-operação de marketing apelidada 'Lisboa 2017', fechou-se no mais completo autismo arrogante, como se a OTA fosse um desígnio nacional a prosseguir contra tudo e contra todos; nas últimas semanas, batemos no fundo, com o ministro a responder ao nível da 'piadinha' básica. De repente, eis que o rei vai nu, passam-se dois anos e não é que da cartola da decisão irreversível, do 'jamé' e do 'deserto da margem sul', sai o coelho 'Alcochete' pela mão do mago da CIP? O país político fica maravilhado com a descoberta da roda, logo ali, a cinco minutos da Ponte Vasco da Gama! Eu não percebo nada do assunto. Só sei que, enquanto cidadão, vejo que o governo do meu país foi, mais uma vez, autista e arrogante, desligado do interesse das populações, desrespeitador do dinheiro dos contribuintes. É por estas e por outras que quero cada vez mais o Estado longe do fruto do meu trabalho, limitado no uso dos meus impostos, do dinheiro que tanto me custa a ganhar, e que os Linos deste país oneram com uma enorme facilidade, sem fazerem o mínimo 'trabalho de casa'. Saravá, vai de reto Satanás! Rodrigo Adão da Fonseca

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