27 Janeiro 2009

Blue Lounge recomenda: ABC do PPM

O regressado ABC do PPM. Será que, mais uma vez, o ABC do PPM funciona como mero local para ensaiar um regresso em grande? Só o PPM é capaz de responder. Ou, quiçá, o tempo nos dê essa resposta. Na coluna dos destaques. Rodrigo Adão da Fonseca

11 Janeiro 2009

Que frio!

(c) RAF, algures na Malásia
Está um frio de rachar! Lareira e mantinha, não quero mais nada! Rodrigo Adão da Fonseca

07 Janeiro 2009

Blue Print: Alexander Calder

Rodrigo Adão da Fonseca

Blue Photo: Gordon Parks

Gordon Parks, "Young Black Muslim"
Rodrigo Adão da Fonseca

Prostituindo Keynes

Eduardo, O que me preocupa é que nos últimos 18 meses a dívida pública aumentou 9,3%; preocupa-me a previsível diminuição das exportações, e o risco de deflacção que, a concretizar-se, irá reduzir o valor do que a nossa economia produz; preocupa-me o desemprego que tudo isto acarreta; preocupa-me que, perante este cenário, se fale em "keynesianismo" para justificar intervenções injustificadas do poder político sobre a economia, aumentando ainda mais a dívida pública, e limitando a liberdade económica, o que prejudica, sobretudo, a nossa recuperação a prazo; preocupa-me que se use uma fachada "keynesiana" para justificar obras públicas desnecessárias, como se Keynes, paz à sua alma, fosse a favor do desperdício, da presença do Estado em 50% da economia (ele, que até foi adepto da moderação da tributação e valorizou a diminuição de impostos), do controlo político sobre as empresas, da promoção de "vested interests" de grupos particulares. Ao pé do que aí vem, 1,6% de aumento do poder de compra (para quem conseguir conservar o seu emprego), e um passe social mais baratinho, não passam de esmolas eleitoralistas. No fim da linha, o nosso quadro macro-económico é o de um país a definhar. Rodrigo Adão da Fonseca

04 Janeiro 2009

Best of the best: Joan Miró

Rodrigo Adão da Fonseca

Blue Films: "Virtude Fácil"

Este blogue não tem vocação para a crítica à sétima arte; ainda assim, como eu sou consumidor compulsivo de cinema, não posso deixar de recomendar, aí pelas salas, "Virtude Fácil". Humor e algum glamour corporizado em Jessica Biel. "Ide, ide ver", que vale a pena.

Rodrigo Adão da Fonseca

03 Janeiro 2009

Blue Films: "Vicky Cristina Barcelona"

Vi hoje "Vicky Cristina Barcelona", de Woody Allen. Penélope Cruz e Scarlett Johansson desiludem: a primeira veste supostamente a pele de uma artista neurótica, mas o que fica na retina - e sobretudo no ouvido - é a sua queda para a peixeirada (ainda que se possa, sejamos justos, reconhecer que Penélope é mesmo, no filme, a típica espanhola neurótica aos berros, se me sentar a imaginar uma espanhola neurótica, então não deve andar muito longe da figura que Penélope faz no filme). Já Scarlett ("Cristina") assume o papel da eterna insatisfeita, da mulher que tem uma pretensa "queda" para as artes, que sente ter algo para dar, algo de transcendente mas indefinido que guarda dentro de si por falta de um "dom" que lhe permita expressar de forma sublime esse sentimento difuso; no fim, porém, sobra apenas uma personagem algo patética, marcada por aquele arzinho de "doll", só que desta vez muito forçado. Pelo meio, é-nos oferecida uma suposta relação a três com o "macho man" do enredo - Javier Bardem - que até patrocina a estabilidade necessária para que "Cristina" consiga comunicar, pela fotografia, o que lhe vai na alma, só que o resultado, em filme, é mau, ridiculo, uma verdadeira chachada; mesmo as "trocas de afecto" entre Penélope e Scarlett - que, só de pensar, deveriam incendiar qualquer ecrã - são um flop, um anti-climax, vê-se a milhas que ambas estão desconfortáveis no seus papéis. Em Penelope, safam-se as fotos que aparecem em segundo plano onde ela é o objecto, e em Scarlett, a própria, que mesmo a representar mal, e a fazer de "barbie" pós-moderna, nos prende ao ecrã. Duas boas actuações, de Scarlett e Penélope, enquanto objectos, más, enquanto actrizes, "sujeitos" da acção. Ainda assim, o filme é divertido, subtilmente divertido, com cenários bonitos, e com ritmo, aos sons das guitarras de Juan Serrano, Paco de Lucia e Juan Quesada, entre outros; nestes filmes de Allen gosto do papel do narrador, que marca a cadência da história, e lhe dá uma certa ironia. Adorei a representação de Rebecca Hall, a Vicky, uma mulher real, que assume na perfeição o papel que lhe foi atribuído, o da mulher pragmática e normativa que se dá mal quando tenta oferecer paixão e salero à sua vida.
Aviso final: quando forem ver o filme, arrefeçam as hormonas várias horas antes, não as desperdiçem, pois o filme não merece esse tipo de ansiedades: é que a promessa implícita de Allen ao juntar a Javier Bardem um trio de luxo - Scarlett Johansson, Penélope Cruz e Rebecca Hall - é grande, mas a esmola, essa, é pequena, muito pequena.
Rodrigo Adão da Fonseca
PS: Uma recomendação especial aos "jogadores" de golfe: vejam com atenção o que as mulheres mais "certinhas" do filme andam a fazer enquanto os dois entusiasmados maridinhos exercitam as perninhas e os braços nos greens. Realmente, golfe é desporto que cada vez me entusiasma menos...