No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours. Isaiah Berlin
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"La vengeance"
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Ontem fui a Serralves rever a exposição de Rauschenberg (encerra hoje, e não é todos os dias que temos "Rauschenbergs" a cinco minutos de casa); aproveitei e visitei as duas novas que por lá andam: uma, que mostra um lado menos conhecido (pelo menos para mim) de Júlio Pomar, e uma outra, antológica de Manuel Alvess, artista que é uma surpresa (nunca tinha ouvido falar dele, talvez porque desde os anos 80 que aparentemente vive arredado das mostra públicas, por opção própria). O Museu e os jardins estavam cheios, de gente e de vida. Agora que está a regressar o bom tempo, recomenda-se uma visita a Serralves.Etiquetas: Júlio Pomar, Manuel Alvess, Robert Rauschenberg
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Este ano festejei o novo ano chinês em terras do Oriente, em plena Chinatown de Singapura. Estou, assim, imbuído de uma vasta sabedoria astrológica, disposto a partilhar.
Ora então, estamos em pleno reinado do rato, anos normalmente marcados pela abundância, oportunidades e bons projectos. Estes são também anos de especulação e flutuação nos preços, mas acompanhados de um crescimento global da economia. Recomenda o animalzinho, porém, que não se corram riscos desnecessários, pois a especulação excessiva é penalizada.
Os anos do rato estão ainda marcados pelo frio do Inverno e pela escuridão da noite. Diz a sabedoria chinesa que os anos do rato estão livres dos eventos e das guerras explosivas, sendo propícios à socialização e à procura de momentos agradáveis.
Como diz o ceguinho, a ver vamos, pelo que daqui por uns meses voltaremos ao tema, para ver no que deu este ano do rato.
Rodrigo Adão da Fonseca
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Regressado hoje das terras do Oriente, ainda não tenho as fotografias prontas. Entretanto, partilho algumas confidências da viagem. Desde logo, a Opera Gallery de Singapura merece uma visita, sobretudo para quem gosta de desvendar as boas surpresas que nos reservam as estéticas asiáticas. Recomendo ainda - e vivamente - o The New Majestic, em plena Chinatown, pelo design, mas também pelo serviço e pelo reduzido número de quartos, que nos faz sentir em casa.
Rodrigo Adão da Fonseca
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Obama, aquilo que a esquerda europeia pensa que é a esquerda americana, é a última esperança do mundo, tão esperançosa que levou muita gente a trair os Clinton, aquilo que a esquerda europeia pensava que era a esquerda americana antes de Obama aparecer.
Em Portugal, a luta para as presidenciais resume-se à disputa Hillary Vs Obama. Parece que o Partido Republicano está "fora da corrida". Recupero algumas das interrogações que apresentei aqui no Blue Lounge em 2006, e que permanecem em aberto, a que acrescento, agora, as sombras que pairam sobre a economia americana. Será que o Partido Democrata consegue apresentar respostas credíveis para as dúvidas dos americanos? Ainda é cedo, pois a procissão está no adro, e o discurso pouco maduro. Os próximos meses permitirão esclarecer se há capacidade de angariação no lado democrata, ou se o pragmatismo de McCain se irá impor na hora decisiva.
Rodrigo Adão da Fonseca
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Deixei Luanda, cidade que ferve por todos os poros, de regresso à sempre fresca Invicta. A minha cabeça sofre de ressonância, com sembas e kizombas sempre a bombar, e por tudo e por nada sai-me um "Ya". No Porto, por uns dias, para mudar de mala, de partida para a Ásia (desta vez com máquina fotográfica). A secretária aqui no office está confusa, a merecer algum carinho. Preciso de um lápis azul, ou de mulher da limpeza.Etiquetas: Arte, Martin Maloney, Pintura
Dei por mim, no outro dia, a lembrar-me do cavalinho de baloiço que tive quando criança – muito criança mesmo (...). Fazia dling dlong quando eu o montava (...) Não faço ideia de onde anda a esta altura o cavalinho. Se o meu sobrinho mais novo ainda o desfrutou (...) Uma menina que fica com pena, uma pena terrível e sem remédio, de já não caber no selim e de já não se contentar com a repetição do embalo e do som da campainha.
f., no 5 Dias
Ia fazer um comentário, mas acho que nem vale a pena.
Sexta regresso à metrópole.
Rodrigo Adão da Fonseca
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If the Portuguese do not attend conferences to discuss new ideas, why do they like conferences so much to the point that they have become a sort of national sport or entertainment? The answer is hand-shaking. The Portuguese like to be in company, specially of important people. They like to be seen close to power, which they take as a sign of their own importance. Shaking hands with important people, such as a minister or a secretary of state, is an asset as they might need some favour from them in the future. In this sense, most conferences in Portugal could well be called hand-shaking conferences or conferências do bacalhau, as they would say here with typical humour (bacalhau, which translates for codfish, is a popular expression for hand-shaking).
Pedro Arroja, no Portugal Contemporâneo.
Rodrigo Adão da Fonseca