14 setembro 2006

Quadratura do Círculo

Alguém podia explicar ao Jorge Coelho - e, já agora, ao Primeiro-Ministro e ao PS - que um regime de transição para um sistema misto com um pilar de capitalização individual não aumenta a dívida pública: apenas a titula, torna-a evidente na contabilidade pública, em vez de a diluir no tempo. A única solução irresponsável é a do PS, pois é aquela que não assume, perante os jovens e as gerações futuras, a coragem de titular, sob a forma de divida, as responsabilidades com pensões que já configuram potenciais direitos, na esfera dos contribuintes. O PS, ao preferir manter o regime actual, não diminui as responsabilidades do Estado: repercute-as, contudo, nas gerações futuras. Com uma agravante: não estagna o processo galopante de descapitalização do sistema. Alguém podia explicar a Jorge Coelho - e, já agora, ao Primeiro-Ministro e ao PS - que esta não é uma questão de opinião, ou de ideologia: é demografia, e contas simples de matemática. A retórica do "Todo" não paga pensões. Rodrigo Adão da Fonseca

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