14 fevereiro 2007

Blue Print: Eliphas Levi

Baphomet é uma figura emblemática do ocultismo, reabilitada na modernidade, e revestida de um enorme mistério. Sobre a sua origem existem inúmeras explicações; originalmente considerada simbolo de adoração dos Templários, foi recuperada durante o século XX pelas correntes do neo-templarismo e neo-gnosticismo e por uma suposta corrente maçónica de origem escocesa.
A sua representação, imortalizada pela gravura do séxulo XIX de Eliphas Levi, abade francês, tem sido fonte ao longo dos tempos de inúmeros enigmas e interpretações. Actualmente, os principais seguidores da sua simbologia consideram que Baphomet, no seu dualismo, representa o equilibrio universal, que agrega a luz e as trevas, o dia e a noite, o homem e a mulher, numa síntese de androginia.
A figura de Baphomet é, aparentemente, utilizada nos nossos dias em diversos Rituais de Iniciação. Nas chamadas Missas Gnósticas, Baphomet sintetiza ou congrega distintos elementos polares. A celebração recorre a inúmeros elementos simbólicos: no seu climax - a consagração - ao que parece é servida uma hóstia, preparada com sémem e fluído mestrual, resultante do acto sexual praticado entre Sacedotes e Sacerdotisas.
Segundo Crowley, conhecido pela Besta, britânico que recuperou nos finais do século XX este tipo de culto, Baphomet representará o supremo mistério dos Templários, cujo segredo será apenas do conhecimento reservado dos graus superiores da dita Ordem e da Maçonaria.
Do que tenho lido, fico impressionado como, em pleno século XXI, subsistem - com força renovada - formas tão bizarras de adoração, primitivas, que convidam à irracionalidade.
Rodrigo Adão da Fonseca

Sem comentários: