12 junho 2007

Quem tem o ónus do quê?

Caro Eduardo, Tem lá paciência, mas o aparecimento de uma nova alternativa - Alcochete - ainda por cima a reboque de um estudo apresentado por uma confederação patronal - a CIP - deixa estupefacto qualquer cidadão crédulo, como pôde o governo ter gerido de uma forma tão descontraída o dossier do novo aeroporto? O PSD e a oposição - e, bem assim, todos os que desconfiaram da solução OTA - não têm o ónus de provar se o Poceirão ou Rio Frio seriam (serão) localizações mais favoráveis do que a OTA. Antes podem - e devem - questionar o governo, perguntando quais foram as razões que levaram ao afastamento destas alternativas. Quem fica em maus lençóis é o governo, em especial Mário Lino, por não ter sido capaz de apresentar as razões do afastamento do Poceirão e Rio Frio. O aparecimento de uma quarta alternativa vem no fundo deixar bem claro que a opção OTA foi assumida sem que se avaliassem minimamente outras localizações. Por mim punha um ponto final nesta palhaçada toda, e não havia aeroporto para ninguém. Quem quisesse, viesse apanhar o avião ao Porto, que o Sá Carneiro anda vazio, e o investimento público está feito. Privatizem o negócio aeroportuário, ponham os aeroportos nacionais em concorrência, e vão ver se Porto, Beja, e alguns aeroportos de menor dimensão que possam entretanto surgir não resolvem o problema.

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