13 setembro 2007

A corrente milagrosa da direita portuguesa

Desafia-me o Rui a enunciar dez características que, na minha opinião, separam e distinguem a nossa direita partidária (PSD e CDS) do PS e do governo. Longe de Portugal, com a cabeça orientada para outras distracções, não encontro grande motivação para uma empreitada que implica, antes de mais, dispersar a minha imaginação. Ainda por cima o Rui ameaça que se eu quebrar a corrente, Marques Mendes e Paulo Portas nunca mais chegarão ao poder, o que já de si convida a uma certa preguiça mental. Amanhã parto de Luanda para a Namíbia por uns dias, e assim as únicas dúvidas existenciais que me ocorrem por estes dias passam por saber como fugir aos leões, sem deixar de lhes fotografar a fuça, ou desvendar se as zebras são brancas, com riscas pretas, ou pretas, com riscas brancas. Desejo-te, caro Rui, boa sorte e os meus parabéns pela excelente iniciativa que é tentar salvar, com recurso ao Divino, a direita portuguesa. Não sei é se há divindade que valha a uma Direita que tarda em sair do armário, em assumir o seu espaço natural. Já agora, Rui, queres que te leve uma leoa? Eu vou ver se levo um lacrau, que ferre de morte e de vez o Marques Mendes...

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