No luxury and no comfort, no delight and no pleasure, no new liberty and no new discovery, no praise and no flattery, which we may enjoy on our journey, will mean anything to us if we have forgotten the purpose of our travels, and the end of our labours. Isaiah Berlin
Não há quem nos chegue aos calcanhares, por muito que os adoradores dos anos 80 insistam em fazer-nos acreditar na magia daquela década decadente e bizarra (...). Sim, amores, já podem ir mandando bitaites que não têm razão: os que nasceram antes de 1970 são uns cotas que deveriam deixar de invejar-nos e tentar ser felizes com a maturidade e a calvície.Para acrescentar:
Educação musical, querida Carla,e psico-social também. Porque qualquer que tenha sido obrigado a aprender a dançar em público (e em frente a toda a turma numa discoteca para adolescentes, ai mãezinha) com os Dee-Light nunca na vida de adulto teve um complexo.A geração dos nascidos nos anos 70 é mesmo à prova de bala. E não apenas porque aprendeu a dançar em frente à turma toda. Se conseguimos sobreviver aos desenhos animados dos anos 80 com que nos tentaram traumatizar, estamos prontos para a guerra. Quantos conseguiriam ser adultos normais depois de submetidos a horas infinitas dos programas desse grande educador que foi o Vasco Granja, aos Mishas, Naranjitos e Heidis? Bem, dizer que somos normais é talvez um exagero: ainda hoje tenho pesadelos com o reencontro do Marco com a sua mamã. Quem compactuou com esta barbárie merece ser severamente punido!
Rodrigo Adão da Fonseca
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